terça-feira, 22 de outubro de 2013
Biografia dos autores
Fernando Sabino
Fernando Sabino nasceu em 12 de outubro de 1923 em Belo Horizonte. Aprendeu a ler em casa, teve seu primeiro emprego como locutor de rádio.
Ingressou na Faculdade de Direito em 1940, no mesmo tempo em que começou como Redator na Folha de Minas.
Mudou-se para o Rio de Janeiro para trabalho em 1944 e em 1946 forma-se em direito, viajando no mesmo ano com Vinícius de Moraes para os Estados Unidos.
Seu primeiro lançamento literário foi em 1941, mas decide viver da escrita em 1957, lançando livros e escrevendo para os jornais.
Dentre suas obras mais recentes, estão uma biografia de Zélia Cardoso de Mello, de 1991, Os movimentos Simulados, de 2004, entre outros...
Fernando faleceu no dia 11 de outubro de 2004 em sua casa na luta contra o câncer no fígado.
O Homem Nú
A crônica "O Homem Nu" de Fernando Sabino, conta a história de um casal que não tem dinheiro para pagar a prestação da televisão. O homem por querer se esconder do cobrador, decide tomar um banho, no entanto, sua mulher Maria já havia se trancado lá. Ainda pelado, decide pegar o pão deixado na porta de seu apartamento, mas com o vento forte que ali estava, empurrou e fechou a porta, deixando-o nu fora de seu apartamento.
Depois de passar por uma série de frustrações diante aquela situação, sua vizinha quando saia de seu lar, avistou o homem e assim gritou, fazendo com que todos que viviam ali notassem que estava acontecendo alguma coisa.
Quando finalmente Maria se deu conta, abriu a porta e o homem entrou e se vestiu rapidamente.
Tempo depois do ocorrido, tocado a campainha, o casal pensou que era a polícia que fora chamado pela vizinhança, mas no fim, era o cobrador.
Aluísio Azevedo
Aluísio Azevedo foi um escrito brasileiro que nasceu em São Luís, no dia 14 de abril de 1857.
Preocupado com a realidade cotidiana, seus temas preferidos eram a luta contra o preconceito de cor, o adultério, os vícios e o povo humilde.
Teve sua morte em Buenos Aires, Argentina no dia 21 de Janeiro de 1913.
O polítipo
A crônica "O polítipo" de Aluísio Azevedo, conta a história de um homem que acha que seu amigo chamado Boaventura tenha se suicidado.
No entanto, no necrotério, todos estavam aflitos e agoniados diante aquele cadáver que parecia com um amigo ou familiar de cada um deles, o que acontecia era que todos o confundiam.
No final das contas, depois de muita discussão, o homem tinha certeza de que aquele era o cadáver de seu amigo Boaventura.
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade foi um dos maiores poetas brasileiros do século XX. Nasceu em Itabira de Mato Dentro, interior de Minas Gerais em 1902.
Em 1925, casou-se com Dolores Dutra de Morais e em 1946 foi premiado pela Sociedade Felipe de Oliveira, pelo conjunto da obra. Influenciado pelo modernismo, seu estilo poético era cheio de traços de ironia, observações do cotidiano e fatos do dia a dia.
Carlos teve sua morte no Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto de 1987, doze dias depois do falecimento de sua única filha e escritora Maria Julieta Drummond de Andrade.
Conselhos de um velho apaixonado
A crônica "Conselhos de um velho apaixonado" de Carlos Drummond de Andrade, conta sobre um velho que dá conselhos amorosos para o leitor.
Esta crônica tem por afinidade, ajudar uma pessoa a encontrar o seu par perfeito e fazer com que aprenda a amar, pois o mesmo é a melhor coisa da vida.
Sendo a melhor coisa da vida, às vezes nos deixamos passar a pessoa certa sem ao menor percebermos, o que é uma falha, pois estamos perdendo talvez os melhores momentos que alguém poderia passar.
Poesias
Estas duas poesias foram escolhidas durante a aula de português, quando estávamos utilizando a biblioteca escolar.
Acordo
Debaixo do cobertor,
escondido do lençol,
toco uma ponta
da cama
sem você.
Escuto a manhã
que me sopra
e assopra
um dia inteiro
com você.
O sono ou o sonho
sempre me acorda
e eu desperto
sempre
longe-tão-perto
de você
The end
Abri o meu maior segredo
Mostrei para todo mundo
Ninguém viu
Todos estavam de costas
Todos todos todos
De costas para mim
Quem sabe depois
Não começa o meu final feliz...
Literatura em vídeo
Este trabalho nomeado de Literatura em Vídeo, tem o objetivo de criar uma curta metragem baseado em um conto, no caso, eu e mais três colegas, Cláudio Nascimento, Giovanni de Paula e João Pita escolhemos o conto "Uma Galinha" de Clarice Lispector, pois achamos este bem interessante.
Vídeo:
Crônica: Tubarão em Copacabana
Crônica produzida com base na foto de uma praia do Movimento do Aprender página 87.
Tubarão em Copacabana
Era mais um dia em Copacabana e como todos os outros banhistas, Tales, um homem sensível, foi curtir a praia e o sol radiante.
Tales pois seu guarda sol, esteira, bronzeador e assim adormeceu por duas horas seguidas diante de 30 º C na quarta-feira.
Após acordar de seu descanso, decidiu assim entrar no mar. Mal esperava ele perceber que em meio aquela água salgada, pudesse avistar um tubarão, que fora arrastado pelas ondas até a berada.
Por espanto de todos, ninguém conseguiu chegar perto daquele ser vivo e por azar, não havia nenhum salva vidas para socorrê-lo.
Chamado um especialista, percebeu que o ser não se mexia, era uma fêmea que acabara de dar a luz e por conta disso estava fragilizada.
Com o povo sensibilizado diante a situação, Tales fora notificado de que passados muito tempo desde o momento do nascimento dos bebes, não poderia ajudar em nada com relação a mãe, pois ela já havia perdido muito sangue e que aquela fora os últimos momentos de sua vida.
Depois de três dias do ocorrido, Tales se viu em uma reportagem da televisão e em meio aquela situação com dó do animal, seus olhos se encheram de lágrimas procurando respostas se poderia ter ajudado.
Campanha do Bullying
Após efetuar a leitura do
livro "Todos Contra Dante" de Luis Dill, eu, Caio Hideki Yamaura,
junto de mais dois amigos, Giovanni de Paula e João Pita, fizemos uma charge,
tirinha e um vídeo abordando sobre um assunto que nos comove, o bullying.
Charge:
Caso não
for possível a compreensão das falas dos personagens, veja estas fotos.
Resumo do livro "Uma Garrafa no Mar de Gaza" de Valérie Zenatti
Resumo
O livro "Uma Garrafa no
Mar de Gaza" de Valérie Zenatti, conta a história de Tal Levine, uma
menina que escreveu uma carta e colocou dentro de uma garrafa pedindo para que
seu irmão o jogasse no mar de Gaza, fazendo com que Naim achasse, lesse e
respondesse Tal que era Israelense.
Todo o decorrer da história
começou a partir de um homem-bomba que explodiu um café em Jerusalém matando
seis pessoas, Tal sem saber como reagir diante desta tragédia, acabou
escrevendo a carta, mas ao contrário do que esperava, de seu irmão jogar no mar
e uma mulher achar, acabou deixando na areia praia e encontrado por um
desconhecido.
Tal lidava em seu dia-a-dia
com atentados e medo de morrer a qualquer momento com conflitos do qual não
concordava, deste modo, afim de encontrar uma pessoa do outro lado, no caso um
palestino, decidiu enviar a carta e encontrar alguém que compartilhasse da
mesma situação de indignação proporcionada pela guerra dos Israelenses e
Palestinos há séculos.
Quando trocavam cartas, Naim
não se identificava por seu verdadeiro nome e sim por Gazaman. Ele achava que
não havia possibilidade de um futuro de paz entre os dois povos, caçoava da
ideologia dela de que todo Palestino é ruim e zombava de sua inocência. Mesmo
com sua ignorância, admitia que os questionamentos dela tinham valor e a
admirava por sua sinceridade.
Com o passar do tempo,
depois de vários acontecimentos, ambos sem perceberem, criam uma amizade, afim
de conhecer um ao outro pessoalmente, mas em meio aquela guerra, seria
praticamente impossível.
Naim por sua vez, queria
esquecer um pouco de Tal e decide estudar em outro país, no entanto, promete
que esta não será a ultima vez que irão se falar, mas que depois de três anos
irão se encontrar.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Questões de história.
1) Afinal de contas o que é um Estado Nação? Sempre existiam?
Quais são suas principais características? Quando começaram a ser importantes
na história da Europa e da América?
2) Porque é importante definir territórios? E estabelecer
identidades nacionais? E governos próprios?
3) O que é um Estado laico?
4) Pesquisar os principais episódios do confronto Israel x
Palestina: a guerra de 1948, a guerra de 1956, a guerra de seis dias 1967 e o
Yom Kippur 1973.
5) Pesquisar sobre os principais líderes no contexto dos
conflitos-biografia, participação, importância, etc...
6) Pesquisar o que foi a primavera árabe e conflito atuais.
Respostas:
1) Chama-se Estado-nação ou nação-Estado quando um território
delimitado é composto por um governo e uma população de composição
étnico-cultural coesa, quase homogénea, sendo esse governo produto dessa mesma
composição. Isto ocorre quando as delimitações étnicas e políticas coincidem.
O aparecimento do Estado-nação corresponde à fase
nacionalista do Ocidente e ao seu processo de industrialização. Assim, o seu
surgimento justificou investimentos tecnológicos e com eles lucrou, fomentando
as economias nacionais e gerando capacidades militares de defesa e mesmo de
ataque. Além do mais, transformou o nacionalismo numa ideologia que não mais
parou de ganhar adeptos e permitiu aspirações de natureza económica e
territorial. Marx defendeu ainda que o proletariado era apátrida, era
internacional, mas a Primeira Guerra Mundial, na sua origem como nas suas
consequências, acabou por reforçar a ideia do Estado-nação e dos nacionalismos.
Estes foram combatidos pela União Soviética, plurinacional mas
internacionalista, mas que na sua desagregação acabaria por ver irromper, no
seu antigo território, tantos Estados-nações amordaçados durante mais de
setenta anos. A União Soviética, no entanto, não era um Estado-nação, mas um
conjunto de 15 Estados-nações e mais de 100 povos por eles espalhados, muitos
nómadas e clânicos mas, com a sovietização, enquadrados dentro de limites
territoriais impostos por Moscovo.
A ideia de Estado-nação nasceu na Europa em finais do século
XVIII e inícios do século XIX. Provém doconceito de "Estado da Razão"
do Iluminismo, diferente da "Razão de Estado" dos séculos XVI e XVII.
A Razãopassou a ser a força constituidora da dinâmica do Estado-nação,
principalmente ao nível da administração dospovos. A ideia de pertença a um
grupo com uma cultura, língua e história próprias, a uma nação, foi sempreuma
das marcas dos europeus nos últimos séculos, ideal que acabariam por
transportar para as suas projeçõescoloniais. Há um efeito psicológico na
emergência do Estado-nação, pois a pertença do indivíduo a talestrutura
confere-lhe segurança e certeza, enquadramento e referência civilizacional. O
Estado-nação afirma-se por meio de uma ideologia, uma estrutura jurídica, a
capacidade de impor uma soberania, sobre um povo,num dado território com
fronteiras, com uma moeda própria e forças armadas próprias também. É na
suaessência conservador e tendencialmente totalitário.
2) É importante definir territórios, pois o povo que naquele
lugar habita, consegue estabelecer seus costumes, suas próprias leis e sua
cultura. A importância de definir governos próprios é de que os habitantes
possam escolher o governo que o mais os convém, deste modo, não é necessário se
submeter a um governo diferente. Um exemplo são os Judeus que antes de terem um
estado próprio, eles viviam em diversos lugares do mundo, tendo de acatar as
leis totalmente diferente de cada lugar que iriam.
3) Estado laico significa um país ou nação com uma posição
neutra no campo religioso. Também conhecido como Estado secular, o Estado laico
tem como princípio a imparcialidade em assuntos religiosos, não apoiando ou
discriminando nenhuma religião.
4) Estado do Israel
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo se deparou com
as sequelas de anos de crueldade: mais de seis milhões de judeus exterminados
nos campos nazistas. Com isso, as organizações voltadas para ajuda humanitária passaram
a resgatar os judeus que sobreviveram aos campos de concentração e embarcá-los
clandestinamente para a palestina. A Inglaterra tentou de todas as formas
barrar o desembarque dos refugiados, lembrando que a Palestina era concessão
britânica.
Guerra de 1956
A Guerra de Suez envolveu Israel, França e Inglaterra na
disputa com o Egito pelo domínio de seu canal, o Canal de Suez. O motivo da
guerra foi o desejo das nações capitalistas controlarem um ponto estratégico no
Mar Vermelho, que permite ligar Europa à Ásia sem precisar contornar a África.
Guerra dos seis dias
A Guerra dos Seis Dias, assim ficou conhecida a guerra que
confrontou Israel e os seguintes países árabes: Egito, Jordânia e Síria, com o
apoio do Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Sudão e Argélia. A guerra pelo
controle do Canal de Suez tinha deixado uma situação onde outra guerra poderia
acontecer a qualquer momento. Israel, que tinha ocupado a península do Sinai
(Egito), concordou em retirar suas tropas desde que o Egito deixasse de apoiar
as ações da guerrilha que partiam daquela região. Em lugar das tropas de Israel
a ONU ficou administrando a península do Sinai.
No entanto o governo egípcio, apoiado pela URSS, continuou
ajudando as diferentes facções guerrilheiras que atacavam o estado hebreu. Em
maio daquele ano, tanto árabes como israelenses já estavam mobilizando suas
tropas. O Egito bloqueou o golfo de Aqaba, rota vital para a navegação de
Israel, ato considerado pelo governo israelense como uma agressão.
Guerra de Yom Kippur
No dia 6 de outubro de 1973, grande parte da nação judaica se
encontrava ocupada com os preparativos do “Yom Kippur”, um importante feriado
também conhecido como o “dia do perdão”. Talvez por ironia ou razões
estratégicas, Egito e Síria iniciaram um pesado ataque militar abrindo fogo
contra as postos israelenses que protegiam a região de Suez. Em questão de
minutos, os exércitos israelenses receberam uma verdadeira saraivada de
granadas.
Dando continuidade a esse ataque fulminante, os árabes
utilizaram de potentes mangueiras e pontes de assalto que facilitavam a
travessia das águas do Suez. Nesse primeiro instante, a ação sírio-egípcia deu
bons resultados ao permitir a travessia do canal com um número ínfimo de baixas
entre os oficiais. Enquanto isso, os sírios organizavam o outro braço da
investida adentrando o território judeu através das Colinas de Golã.
5) David Bem-Gurion
David Ben-Gurion estudou na Universidade de Constantinopla,
aderindo desde cedo ao socialismo e ao sionismo. Em 1906 estabeleceu-se na
Palestina, onde organizou um corpo de guarda para a defesa dos estabelecimentos
agrícolas judaicos na região.
Ben-Gurion fundou e dirigiu o movimento Poale Sion (sionismo
socialista-democrático), bem como o semanário Ha-Achdut (A União). Pouco após o
início da Primeira Guerra Mundial, foi expulso da Palestina pelos turcos e
mudou-se para Nova York, onde organizou o movimento sionista.
Em 1918 voltou para a Palestina como soldado e transformou
aquele movimento em partido, conhecido desde 1930 como MAPAI, Mifleghet Poalei
Eretz Israel (Partido dos Trabalhadores da Terra de Israel).
Ben-Gurion foi secretário-geral da Histadrut (Federação dos
Sindicatos). Convencido de que os judeus necessitavam de um Estado
independente, dedicou-se a lutar por sua obtenção e organizou a Haganah como
força de combate.
Embora não estivesse presente à assembléia da ONU, sua ação
diplomática contribuiu para a resolução favorável a Israel - e a 14 de maio de
1948 leu a declaração de independência em Tel-Aviv. Tornou-se primeiro-ministro
e ministro da Defesa do novo Estado. Sua meta era levar para Israel o maior
número possível de judeus, e na primeira década os imigrantes chegaram a um
milhão.
Liderança
Em 1956, por ocasião do conflito de Suez, Ben-Gurion
mobilizou as forças israelenses, enviando-as ao Sinai. Em cinco dias o exército
israelense ocupara a maior parte da península a leste do canal, destruindo
bases egípcias e pretendendo abrir uma passagem através do golfo de Aqaba.
Um ultimato franco-britânico ordenou o cessar-fogo, mas
Ben-Gurion declarou que Israel só retiraria seus homens quando as tropas
inglesas e francesas fossem substituídas por uma força da ONU. Sua atuação
nessa crise fortaleceu enormemente sua autoridade.
No campo interno, após cada eleição, Ben-Gurion era obrigado
a formar um governo de coalizão, mas o MAPAI manteve sua posição de maioria
relativa. Em 1959, após a quarta eleição geral, surgiu o escândalo de
espionagem conhecido como caso Lavon, envolvendo um secretário do MAPAI, o que
levou Ben-Gurion a pedir demissão, por não concordar com a posição do partido.
Embora Lavon tenha sido demitido e Ben-Gurion tenha voltado
ao MAPAI, em 1965 separou-se definitivamente do partido, formando a chapa Rafi.
Presidente da Agência Judaica e do Executivo Sionista desde
1935, e autor do programa mínimo do sionismo (Programa de Biltmore, 1942),
Ben-Gurion ocupou o cargo de primeiro-ministro de Israel até 1963.
Vivendo retirado na colônia Sedeh Boker, em Neguev,
Ben-Gurion continuou a exercer forte influência na política de Israel.
Moshe Dayan
Moshe Dayan foi responsável pelas mais importantes vitórias
de Israel nas guerras contra seus vizinhos árabes, Dayan foi também um dos
principais arquitetos dos acordos de paz de Camp David, os primeiros que se
firmaram entre o governo de Israel e um país árabe (Egito).
Moshe Dayan nasceu em 20 de maio de 1915, em Deganya, na
então Palestina. Com 14 anos iniciou a carreira militar na Haganá (guerrilha
sionista) que combatia os árabes. Quando esta organização foi declarada ilegal
pelos britânicos em 1939, Dayan e outros elementos judeus foram presos durante
dois anos pelas autoridades britânicas, liderando depois as forças judaicas da
Palestina que combateram a França na Síria e no Líbano. Durante combate contra
a Síria, em 1941, perdeu o olho esquerdo, atingido por uma bala inimiga em seu
binóculo e passou a usar um tapa-olho que o tornou inconfundível.
Em 1948, na luta pela independência, comandou a região
militar de Jerusalém. Na chefia das forças armadas desde 1953 por cinco anos,
planejou e liderou a invasão da península do Sinai, em 1956, o que lhe valeu a
reputação de grande comandante militar. Dayan foi eleito para o Knesset
(Parlamento) em 1959 e designado Ministro da Agricultura no governo de David
Ben-Gurion.
Em junho de 1967, como Ministro da Defesa, comandou a
vitoriosa guerra dos seis dias e passou a exercer crescente influência na
política externa. Seu prestígio declinou em outubro de 1973, quando o Egito e a
Síria atacaram Israel de surpresa e desencadearam a guerra do Yom Kippur.
Em 1978, Ministro das Relações Exteriores do governo de
Menachem Begin, tornou-se um dos arquitetos dos acordos de Camp David, assinados
no ano seguinte por Egito e Israel. Faleceu em Tel Aviv, em 16 de Outubro de
1981. Sua filha, Yael Dayan é escritora.
Dayan também foi arqueólogo amador e escritor.
Gamal Abdel Nasser
Estadista egípcio (1918-1970) que granjeou o título de líder
mais influente do mundo árabe. Nasceu em Alexandria no seio de uma família
humilde. Depois de frequentar o ensino liceal entrou na Real Academia Militar,
na qual se formou em 1938, onde terá reunido os membros da sociedade
revolucionária dos Oficiais Livres.Por esta altura o Egito era governado por
uma minoria de terratenentes, a presença inglesa era forte e o rei não estava
preocupado com o destino do país. A sua sociedade revolucionária planeava mudar
o rumo dos acontecimentos. Para tal pretendia afastar o rei Faruk I,
aproveitando o insucesso da campanha egípcia contra Israel (1948). O golpe foi
concretizado em 1952 e conduziu a uma radical alteração das políticas
governamentais. No ano seguinte (1953) a monarquia foi abolida e os partidos
banidos. De seguida foi proclamada a República, inicialmente liderada por
Muhammad Naguib. Em 1954, Nasser tomou o poder e negociou um tratado com os
ingleses, pelo qual estes deixariam o país. Em 1956 foi eleito presidente,
mantendo-se na presidência até 1970, ano da sua morte. Na sequência da
Conferência de Bandung (1955), afirmou-se partidário da política do não
alinhamento, o que ajudou a deteriorar as suas relações com o Ocidente. Em
resultado desta tomada de posição, a Inglaterra e os Estados Unidos retiraram
os fundos para o projeto da barragem de Assuão, obrigando-o a procurar outras
fontes de receita na nacionalização do canal do Suez, o que provocou a
hostilidade da França e da Inglaterra aliada a Israel, mas estas três forças
foram obrigadas a ceder. De 1958 a 1961 uniu a Síria e o Egito formando a
República Árabe Unida e implementou um programa político nacionalista.
Yitzhak Rabin
Yitzhak Rabin foi um general e político israelense .
Quinto primeiro-ministro de Israel, no cargo entre 1974 e
1977, regressou ao cargo em 1992, exercendo funções até 1995, ano em que foi
assassinado. Foi também o primeiro chefe de governo a ter nascido no território
que se tornaria Israel e o segundo a morrer durante o exercício do cargo, além
de ser o único a ser assassinado.
Em 1994, Rabin recebeu o Prêmio Nobel da Paz, juntamente com
Shimon Peres e Yasser Arafat. Ele foi assassinado pelo direitista radical
israelense Yigal Amir, que se opunha à assinatura de Rabin do Acordos de Oslo.
Yasser Arafat
Yasser Arafat (1929-2004) foi o presidente da OLP-Organização
para a Libertação da Palestina e líder da Autoridade Palestina. Também foi
líder do Fatah, uma facção da OLP. Ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1994.
Nasceu com o nome Mohammed Abdel Rahman Abdel Raouf Arafat
al-Qudwa al-Husseini. Era filho de um comerciante. Não há registros corretos
sobre o local de nascimento mas especula-se que foi no Cairo ou em Jerusalém.
Estudou engenharia entre os anos de 1952 e 1956 na Universidade do Cairo. Lá,
tornou-se presidente da União dos Estudantes Palestinos.
Em 1956, fundou o Al Fatah, grupo que pregava a luta armada.
A partir de 1964, fez parte da Organização da Palestina (OLP), da qual se
tornou presidente em 1966.
Criou o quartel general da OLP em Beirute, mas foi obrigado a
mudar para a Tunísia quando o local foi invadido por Israel, em 1982. Nesse
mesmo ano, reconheceu o estado de Israel e saiu da luta armada.
Assinou um acordo de paz histórico primeiro-ministro de
Israel, Yitzhak Rabin, capitaneado pelo então presidente norte-americano Bill
Clinton. Ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2004, juntamente com Yitzhak Rabin e
Shimon Peres, esse, embaixador israelense. Em 1996, foi eleito presidente da
Autoridade Nacional Palestina.
Embora tenha assinado acordo para retirada de forças de
Israel na Cisjordânia, não entrou em acordo com o premiê israelense Ehud Barak.
Faleceu em 2004, vítima de falência múltipla dos órgãos.
Porém, há possibilidade, segundo o biógrafo Amnon Kapeliouk, de ter sido
envenenado pelo serviço secreto israelense.
6) É o nome dado à onda de protestos, revoltas e revoluções
populares contra governos do mundo árabe que eclodiu em 2011. A raiz dos
protestos é o agravamento da situação dos países, provocado pela crise
econômica e pela falta de democracia. A população sofre com as elevadas taxas
de desemprego e o alto custo dos alimentos e pede melhores condições de vida.
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